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domingo, 21 de março de 2010

Senhas concretas














Poetas provençais, John Cage, Tropicália, Tetê Espínola, Titãs, Adriana Calcanhoto... Os poetas paulistas sempre assumiram a porção musical do Concretismo. De Augusto e Cid Campos, a cantora Adriana Calcanhoto musicou no seu cd Maré (2008) o seguinte poema:

Sem saída

a estrada é muito comprida
o caminho é sem saída
curvas enganam o olhar
não posso ir mais adiante
não posso voltar atrás
levei toda a minha vida
nunca saí do lugar
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- contra a organização sintática perspectivista, onde as palavras vêm sentar-se como "cadáveres em banquete", a poesia concreta opõe um novo sentido de estrutura, capaz de, no momento histórico, captar, sem desgaste ou regressão, o cerne da experiência humana poetizável.
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(poesia concreta: um manifesto publicado originalmente na revista ad - arquitetura e decoração, são paulo, novembro/dezembro de 1956, n° 20)

sábado, 20 de março de 2010

UniRio


sexta-feira, 19 de março de 2010

teorias


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O Historiador Como Colunista





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Conhecia Peter Burke, através de entrevistas, como professor emérito da Universidade de Cambridge। Acabei de ler o volume O Historiador Como Colunista e gostei muito. Trata-se de uma coletânea de ensaios publicados na Folha de São Paulo pelo referido historiador que assume ver novelas e lê a cultura contemporânea reorientada a partir das experiências virtuais.

Neste livro ele escreve, dentre outros, sobre livros e autores, idéias e culturas, instituições e idiomas. Analisa mitos, estéticas, comportamentos (o ensaio sobre o silêncio é um dos meus prediletos) e destaca práticas existenciais do cotidiano e de pessoas comuns (o ensaio sobre os shoppings é exemplar). Bom mesmo é sacar que Peter é um autor que lê e escreve sobre o seu tempo, com a linguagem do seu tempo.

A escrita leve e a multiplicidade de temas lidos por um recorte histórico e cultural tornam a leitura do volume bastante produtiva para diferentes áreas das ciências humanas, já que personagens e assuntos de diferentes contextos permeiam a obra. Nela gostei de ler, em vários ensaios, referências a autores que aprecio como Montaigne, Borges, Walter Benjamin, Gilberto Freyre e Mikhail Bakhtin.

sábado, 12 de dezembro de 2009

TEMPO FESTIVAL