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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Lutero

Bruno Gervásio Branci

No mundo pós-moderno percebemos várias vertentes do cristianismo. Com exceção da Igreja Ortodoxa, todas essas vertentes sofreram influências ideológica de maneira direta ou indireta de Martin Lutero. Ele é até hoje um personagem polêmico, por vezes tratado como anjo destinado por Deus.

Devemos ele a livre interpretação dos textos sagrados, graças a tradução da Bíblia na língua alemã. As suas teses obrigaram a Igreja a se reformular e combater muitos desvios de conduta que denegriam a imagem de Igreja de Roma.

Suas teses serviram de inspiração aos Calvinistas que pregavam além da fé, o enriquecimento como sinal de graça divina. Essa doutrina serviu de base ética, religiosa e moral, que justificou e consolidou o capitalismo como sistema econômico.

Percebemos que as conseqüências das teses de Lutero estão presentes no nosso dia a dia. Suas idéias alteraram o curso da história, provocando uma mudança de mentalidade e servindo de justificativa ideológica a crescente classe mercantil. Ignorar Lutero é como não perceber um furacão que consegui mudar até certos ritos católicos, mais ainda mudou a forma do homem se ver no mundo e sua relação com o divino.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

“O caso Lutero”

Márcio Rodrigo

Teoria e Prática do Texto III


O Protestantismo foi uma demonstração clara da possibilidade e da confiança na mudança. Ao iniciar seu movimento, Lutero não estava apenas tornando claras suas ideias acerca da fé, mas desafiando todo um sistema altamente estruturado, colocando em risco a sua própria vida.

Podemos retirar dessa experiência uma faísca do espírito de Modernidade, onde o novo é construído sobre os escombros do antigo. A Reforma seria esse novo. Seria construída sobre as ruínas do controle, daquilo que se lia e se interpretava “de cima para baixo”.

É altamente inspiradora e estimulante esta atitude. Nos leva a não nos conformarmos com aquilo que nos é dado pronto. Nos desafia a questionar, a querer fazer parte e construir nosso próprio saber.

Estaremos dispostos, porém, a pagar o preço por desafiarmos as convenções e instituições ao questioná-las? Certamente este trabalho não será um “mar-de-rosas”, mas nos dará o prazer de irmos a lugares nunca antes imaginados.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Lutero e a Reforma

Hanã Moreira de Figueiredo
Teoria e Produção do Texto II

A reforma Luterana não apenas impactou espiritualmente, mas também socialmente toda uma época.

Com o advento do Estado Moderno – absolutista – como patrocinador de uma elite burguesa em franca ascensão, o Luteranismo conseguiu proliferar apoiado em forças que almejavam um novo ordenamento da realidade. Eram inícios de um novo tempo.

Contemporâneo ao movimento Renascentista, o Luteranismo não apenas combateu dogmas, também foi responsável pela reestruturação da idéia de divino – e porque não dizer, do “vínculo entre religião e esperança”.

Como um homem de sua época e um produto do seu tempo, Lutero não conseguiu esquivar-se totalmente de seus preconceitos, sobretudo na parte final de sua vida. Ainda assim, foi o autor e pensador que representou um marco, uma verdadeira “fogueira” de mudança em toda a narrativa histórica.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Teoria e Produção do Texto I

O destruidor fogo do saber
Vinícius Pena e Silva

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Em “A música das esferas” (Revista Esfinge, pag. 44) fala-se na presença da harmonia da música em todas as formas do universo. Para alguns pensadores, a música possuiria uma forma organizada e equilibrada. O universo seria exatamente a mesma coisa que a música, ou ainda, seria composto por ela, originando-se daí a idéia de um universo harmônico.

Assim como o universo, tudo o que nele se encontra respeitaria a mesma norma. Os animais, as plantas, a natureza, tudo. Tudo seria harmônico e naturalmente equilibrado.

Fazendo parte, o homem, do universo, este também seria harmônico em sua natureza. Mas, como diz o mito de Prometeu e Epitemeteu, o homem recebeu sabedoria e fogo para que possuísse dons tão harmônicos quanto dos demais animais e assim não ser diferente e não quebrar a harmonia da natureza.

No entanto, o homem tornou-se diferente de todos os outros seres, exatamente pelos dons que recebeu. O homem passou a possuir a mesma capacidade dos deuses, ou seja, a criar e destruir a harmonia do universo com seu fogo e seu saber.

Provavelmente, o homem, ainda hoje, destrói mais do que é capaz de construir, no que diz respeito à harmonia. Porém talvez isso seja um reflexo da necessidade do homem de trabalhar sua própria harmonia interior. O homem precisa compor a musica que o compõe, para que ele tenha o poder de harmonizar o mundo.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Resenha



A resenha consiste em examinar e apresentar o conteúdo de obras prontas (texto-base), acompanhado ou não de avaliação crítica (não deve ultrapassar 10 linhas). Na resenha, leva-se em consideração, além das ideias levantadas, a divisão, a disposição da obra, a estrutura, a forma e o estilo do autor, o método de abordagem, a linguagem empregada. Inclui, ainda, julgamentos de valor, tais como comparações com outras obras da mesma área, a relevância da obra em relação às outras do mesmo gênero, a originalidade do tema ou do tratamento dado ao tema, a consistência, o rigor da abordagem teórica e etc.

PARTES ESSENCIAIS DA APRESENTAÇÃO DE UMA RESENHA

@ Identificação da obra: autor, título, editora, total de páginas;

@ Credenciais do autor: formação, publicações, atividades desenvolvidas na área;

@ Conteúdo: ideias principais, pormenores importantes, pressupostos para o entendimento do assunto e breve explicação das conclusões do autor;

@ Crítica: determinação histórica e metodológica (científica, jornalística, didática) da obra, contribuições importantes, estilo, forma, méritos, considerações éticas.


Como se faz uma resenha

Usada em atividades acadêmicas e no jornalismo cultural, a crítica a obras exige capacidade de síntese conjugada a uma boa argumentação.

Por Geraldo Galvão Ferraz

Escrever uma resenha é um excelente exercício de redação. A resenha é a espécie de texto mais usada em atividades acadêmicas e está sempre presente no chamado jornalismo cultural. O que popularmente recebe o nome de “critica” de livros, filmes, CDs, DVDs, peças teatrais, balés, exposições, shows, nada mais é do que resenhas. Ou seja, sínteses e comentários sobre uma obra artística. Claro, elas podem abranger apreciações sobre livros técnicos, científicos ou filosóficos.

O objetivo da resenha, geralmente, é hoje divulgar o fato cultural e servir ao seu leitor como uma bússola em meio à produção cada vez maior da indústria cultural. Quem entra numa mega livraria abarrotada de milhares de ofertas, tende a sentir-se mais confortável se já leu uma resenha de tal ou tal livro. Resenhas ajudam na seleção bibliográfica para trabalhos acadêmicos ou científicos, evitando perda de tempo com leitura de livros e mais livros, e funcionam para a atualização de estudiosos.

A resenha oscila da síntese para a análise e vice-versa. Será bem sucedida a resenha que equilibrar essas duas vertentes.



Usando uma lista de verificação

Para ajudar na síntese do conteúdo da obra, uma lista de checagem da avaliação pode incluir o “assunto”, ou seja, do que a obra trata e seu desenvolvimento, os objetivos do autor com seu texto, como evolui o raciocínio do autor, o que geralmente é explicitado capítulo a capítulo.
Se você ainda quiser fazer uma verificação final, após ter escrito a resenha, uma lista de chek-in como a dos pilotos que vão fazer um avião decolar, há algumas perguntas que você deve responder:

@Seu texto está adequado ao público para que você está escrevendo?

@Sua resenha mostra que você é uma pessoa que refletiu sobre o texto e tem um repertório suficiente para avaliá-lo?

@Está na resenha o que o autor destacou como importante na sua obra?

@Aqueles elementos essenciais da estrutura da resenha estão todos ali?

@Suas opiniões estão equilibradas e fundamentadas? Você não cometeu excessos de avaliação?

Releia para conferir se adjetivos, verbos estão corretos e se não há problemas de correção gramatical no texto.

RESPEITAR O LEITOR

O resenhista tem de saber exatamente a que público se destina seu trabalho. Uma resenha acadêmica exige um determinado tipo de texto mais culto e permite citações mais complexas. A jornalística requer um texto mais acessível e o cuidado de situar fatos e pessoas com as devidas explicações para um público não tão enfronhado no assunto.

Como a resenha é um texto breve, uma boa dica é capturar o leitor desde o primeiro parágrafo ou da primeira frase. O melhor é descobrir algo provocativo, intrigante, que agarre o leitor de cara. As resenhas acadêmicas, contudo, seguem um modelo quase padronizado, de ter um cabeçalho informativo sobre os dados bibliográficos da obra resenhada, depois passam para os dados do autor, seu currículo acadêmico, por exemplo.

Para a resenha não-acadêmica, não há tais limites. Identificar algo insólito sobre o texto ou sobre o autor pode ser um modo interessante de começar. Ou falar de um aspecto muito recorrente, como o texto em forma de diário, o filme que conta a história em flashback, o CD que revive standards de uma década afastada...


Equilibrar a síntese

Por ser texto breve, é recomendável usar frases curtas e diretas. Fazer o contrário é dar pijama e travesseiro para o leitor. Não se perca em detalhes demais, porque o espaço é curto. Pense na condição básica: resenha é síntese.

Na estrutura essencial da resenha há certos elementos que não devem faltar. Onde você irá colocá-los, é questão de gosto e estilo. Sem desprezar o bom senso. Uma menção ao nome do autor, a descrição do conteúdo da obra, a avaliação, a comparação com outras obras do mesmo autor, tema ou contexto histórico-artistico e uma conclusão que sintetize a opinião de quem escreve. Comparar um livro ou um filme com outros semelhantes – ou diferentes – pode ser esclarecedor na busca de aspectos originais ou vigorosos daquilo que se resenha.

O estilo do autor é outra pista a ser seguida. Da mesma forma que a maneira de construção dos personagens a avaliação de que eles serão lembrados ou esquecidos em pouco tempo.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

C L na UFRJ





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clique no flyer para ampliar a leitura

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Exercícios e Leituras

Caros alunos do Curso de História

Na próxima quarta-feira, dia 25/11, trabalharemos a Função Poética, tendo por base o post de 8 de novembro de 2009. Neste mesmo dia, receberei o texto escrito a partir de uma das Primeiras Palavras, do post de 30 de Outubro. Esses dois exercícios domiciliares contarão para a resposição das aulas.
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Leituras da Unidade I
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- Funções da Linguagem, de Samira Chalhub (Ed. Ática) - ensaio
- Quem Matou Vargas, de Carlos Heitor Cony (Ed. Planeta) - romance
- Calabar, de Chico Buarque de Hollanda (Ed. Civilização Brasileira) - peça de teatro

domingo, 25 de outubro de 2009

Livro



















Trecho do e-mail do escritor Marcos Bagno (UNB), resumindo o seu décimo segundo livro didático:
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"... existem formas linguísticas que estão em uso no português brasileiro há mais de cento e cinquenta anos, inclusive na literatura mais consagrada, e continuam sendo classificadas de "erros" pelos falsos gramáticos... O livro tenta explicar a origem desas formas inovadoras, dá farta exemplificação do uso delas na escrita mais monitorada (textos acadêmicos, artigos científicos, editoriais de grandes jornais etc.), e prega que essas formas sejam consideradas tão certas, bonitas e elegantes quanto as tradicionais. Quem quiser continuar usando as antigas, fique à vontade, mas deixe a gente usar as novas em paz."

Teoria e Prática do Texto

Bibliografia para Seminários Grupais


BAGNO, Marcos. A Norma Oculta. Língua & Poder na Sociedade Brasileira. São Paulo: Parábola, 2003.
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____ Não é errado falar assim. São Paulo: Parábola, 2009.

BAKHTIN, Mikhail. “Para uma filosofia marxista da linguagem” in Marxismo e Filosofia da Linguagem. 2ª ed. Trad. Michel Lahud e Yara F. V. São Paulo: Hucitec, 1981.

BARTHES, Roland. O Prazer do Texto. 4ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2004.

CITELLI, Adilson. Linguagem e Persuasão. 4ª ed. São Paulo: Ática, 1989. (Série Pincípios).

COMPAGNON, Antoine. O Trabalho da Citação. Trad. Cleonice P. B. Mourão. Belo Horizonte: UFMG, 2007.

FARACO, Carlos Alberto; TEZZA, Cristóvão. Prática de texto para estudantes universitários. Petrópolis: Vozes, 2004.

FIORIN, José Luiz e SAVIOLI, Francisco Platão. Para Entender o Texto. Leitura e Redação. 16ª ed. São Paulo: Ática, 2003.

LOPES, Antonio Herculano et ali. História e Linguagens. Texto, Imagem, Oralidade e Representações. Rio de Janeiro: 7 Letra, 2006.

MACHADO, Irene A. Literatura e Redação. Conteúdo e Metodologia da Língua Portuguesa. São Paulo: Scipione, 1994.

NETO, Pasquale Cipro. Português no dia-a-dia com o prof. Pasquale. 4. São Paulo: PubliFolha, 2004.

ORLANDI, E. P. Discurso e Texto. Campinas: Pontes, 2001.
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VALENTE, André. (Org.). Língua Portuguesa e Identidade. Marcas Culturais. Rio de Janeiro: Caetés, 2007.

ZOZZOLI, Rita M. D. “Relações entre produção de texto, leitura e gramática na sala de aula de LM” in Odisséia. V 09 – n 13-14. Natal: EduRN, 2006.